LÍNGUAS INDÍGENAS E GRAMÁTICA UNIVERSAL

O livro discute princípios universais da gramática presentes em línguas indígenas faladas no Brasil, a partir da perspectiva da Teoria Gerativa, em um texto que pode ser lido não só por linguistas, mas por alunos e professores de cursos universitários. São apresentados em linguagem clara e objetiva aspectos selecionados da Gramática Universal, com base em dados de línguas das famílias Tupi-Guarani (Guarani Mbyá e Tupinambá), Macro-Jê (Karajá), Carib (Kuikuro) e Arawa (Paumarí). Os dados linguísticos são discutidos tomando como referência princípios universais da Gramática, conforme estabelecidos por Noam Chomsky e outros linguistas, no âmbito da Teoria da Gramática Gerativa. Estes princípios são apresentados no primeiro capítulo, em linguagem clara, com exemplos da língua portuguesa e retomados nos quatro capítulos subsequentes, em que se analisam dados das cinco línguas indígenas, não sendo exigido qualquer conhecimento prévio, seja dos princípios gramaticais, seja das línguas analisadas. Cada um dos capítulos é integrado por seções finais intituladas “Leituras Complementares” e “Exercícios”. Entre os princípios universais que são analisados e comparados, destacam-se os princípios da dependência estrutural, a recursividade, o movimento sintático, categorias vazias, a ordem de palavras (princípio do núcleo), construções que impactam a periferia esquerda da oração, bem como a sintaxe intra-vocabular. São discutidos ainda princípios universais de economia e eficiência computacional, caracterizados por Chomsky como constituindo o chamado terceiro fator na arquitetura da linguagem. O livro mereceu resenha nos Cadernos de Linguística da Abralin: https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/238

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